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Roda de bebida termina em morte

Roda-de-morte
  • Francisco Inacio
  • Publicado quinta-feira, 11 de junho de 2020

Suposto oficial das FAA disparou um tiro na cabeça de jovem de 22 anos por este ter lhe entornado um prato de comida, involuntariamente.

Um Jovem de 22 anos de idade foi baleado na cabeça na sequência de um desentendimento ocorrido no interior de uma residência, onde se vende bebidas alcoólicas, sito na rua G do Camama, em Luanda.

O facto ocorreu na noite de ontem, sábado 6, quando a vítima, que em vida se chamava Hugo Manuel Japinha, atrapalhou-se, tropeçou e esbarrou com um prato de comida contra um outro jovem que consumia no local.

Segundo testemunhas oculares, o incidente que deu origem ao assassinato aconteceu por causa do prato de comida e bebida que involuntariamente caiu sobre o autor do disparo mortal, que por sinal é oficial das Forças Armadas Angolanas (FAA). Na sequência, começou uma discussão que terminou em sangue e morte.

Morte
Tragedia

As mesmas testemunhas explicaram que o suposto militar fez nove disparos dos quais um atingiu mortalmente a cabeça da vítima que acabou por morrer nesta manhã do domingo, 7, por volta das 9 horas no Hospital Geral de Luanda.

O jovem Edimundo, amigo do irmão da vítima que acompanhou o desenrolar do triste aconminuto, durante a troca de palavra e a briga que se seguiu, o suposto militar agrediu a vítima jogando-lhe com uma cadeira, ao que a vítima respondeu se defendendo. Foi nesse instante que o militar sacou da arma e fez um tiro na cabeça da vítima.

Além do autor do disparo mortal, mais três comparsas participaram na agressão e fizeram vários disparos para dispersar a multidão e facilitar a sua fuga deles.

Testemunhas afirmaram à nossa reportagem que o suposto militar é conhecido no local e tinha a prática de ameaçar disparar contra quem se metesse em discussão com ele. Nos últimos tempos, atos do gênero se registam nessa residência de venda de bebidas com muita frequência.

O caso já está a ser investigado pela polícia, que informou desconhecer o paradeiro dos suspeitos, que se encontram foragidos.

Texto: Filomena Madalena



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