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Presidente da RDC em visita de trabalho em Luanda

  • Roberto Valdano
  • Publicado segunda-feira, 16 de novembro de 2020

O Presidente da República Democrática do Congo (RDC), Félix Tshisekedi, está em Luanda, Angola, para uma visita de trabalho a convite do seu homólogo João Lourenço

O acto acontece seis dias depois de o Chefe de Estado angolano ter recebido, no dia 10 do corrente mês, uma delegação chefiada pelo Ministro junto da Preidência congolesa, Andre Kambanda.

Na ocasião, o responsável, que se fez acompanhar do conselheiro para as questões particulares do Presidente da RDC, Biselele Kayimpagi, do embaixador itinerante da RDC, André Wanesso, e do conselheiro do Presidente Félix Tshisekedi, Gaston Kambwa Kambwe, entregou ao Presidente João Lourenço uma mensagem do seu homólogo.

À saída da audiência, o governante não revelou o teor da mensagem, mas disse à imprensa que a mesma visava reforçar as relações bilaterais.

A última visita de Tshisekedi a Angola ocorreu em Janeiro de 2020, quando se encontrou, em Benguela, com o Presidente João Lourenço.

Depois de tomar posse, a 24 de Janeiro de 2019, na sequência da sua eleição a 30 de Dezembro de 2018, Tshisekedi efectuou a sua primeira visita ao exterior, começando por Angola, onde foi recebido pelo estadista angolano.

O líder da RDC regressa a Angola numa altura em que aquele Estado atravessa uma crise política profunda, por causa de desentendimentos entre a coligação governamental que dirige o país, formada pelo CACH do Presidente Tshisekedi, e a FCC, dirigida por Joseph Kabila Kabange.

A divergência veio a público a 21 de Outubro, quando, ao conferir posse a três juízes do tribunal constitucional, Tshisekedi notou as ausências da presidente da Assembleia Nacional, Jeanine Mabunda, do presidente do Senado, Alex Tambwe Mwamba, e do Primeiro-ministro, Sylvestre Ilunga Ilunkamba, todos da plataforma política de Kabila, que mantém a maioria nestas três instituições.

Na ocasião, o Chefe do Estado congolês, num discurso de seis minutos, revelou as divergências existentes, e anunciou o início de consultas políticas, visando a criação de uma “União Sagrada para a Nação”, actividade que já dura há mais de 20 dias.



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