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Músico Big Nelo e o caso da sobrefaturação de 148 milhões

  • Victor Hugo Júnior Victor Hugo Júnior
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  • Publicado sexta-feira, 28 de agosto de 2020

Após ser tornado público pelo jornal “O PAÍS” que a empresa KARGA EVENTOS, terá ganhado o concurso público para tomar as rédeas da responsabilidade de poduzir à música para homenagear o 45º aniversario de nossa independência (concurso que passou despercebido pela sociedade em geral). Uma grande onda de contestação, protesto e indignação tem envadido às redes sociais e outras esferas da sociedade como partidos políticos e individualidades nos últimos dias. Vozes se levantam e expressam seus descontentamentos pelo valor muito alto (148 milhões de kwanzas) que o Estado pagaria para criar uma canção comemorativa em alusão a comemoração da independência no próximo dia 11 de novembro.

A atual conjuntura econômica do país é débil. Há uma desaceleração assustadora e o consequente aumento da pobreza. A necessidade de medicamentos nos hospitais e o de acudir centenas de famintos que buscam o pão de cada dia em contentores de lixo, ainda não foi suprida. Portanto é uma grande incivilidade dar-mo-nos ao luxo de esbanjarmos grandes somas em dinheiro com atividades que pouco ou nada acrescentam em recursos que permitam a mitigação das necessidades mais urgentes, uma vez que vivemos em tempo de grande pandemia mundial.

“É impensavel começar um projeto dessa natureza com 14, 000 000kz” disse BIG NELO, em conferencia de imprensa de apresentação do projeto. De lembrar que 14, 000 000, são o valor inicial proposto por quem de direito. Não foi preciso esperar muitos dias para que a orquestra de descontentes entoasse o coro de protestos vindo de todo lado. As contas foram imediatamente postas em dia, o despertar das mentes foi únissono – afinal estamos todos a passar as mesnmas dificuldades – ora vejamos, 148, 000 000akz, divididos por 8, 500akz (valor proposto pelo o estado a ajudar as familias mais carenciadas)  daria 17,000 familias ajudadas – aproximadamente.

Em entrevista ao jornal O PAÍS, Ismael Mateus disse: “estes valores, por exemplo, teriam muito mais valia se aplicados em projetos sustentaveis e geradores de conhecimento e lucro. Angola acaba de perder Waldmar Bastos e Carlos Burity, só pra citar estes. E se alguém quisesse fazer um trabalho sobre esses monstros que mal conhecemos, não teria apoio!”. Lamentou o também membro do Conselho da República.

Impensável não é concluir um projeto com 14 milhões de kwanzas (valor inicialmente acordado). O impensável é desperdiçar 148000.000kz em uma música que em 30 dias será esquecida. “É um esbanjamento de dinheiro sem cabimento, numa altura em que o país vive problemas cada vez mais preocupantes!” Disse o jurista Salvador Freire ao jornal O PAÍS.



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