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Morte de afroamericano provoca protestos e violência nas ruas das principais cidades dos Estados Unidos

  • Francisco Inacio
  • Publicado sexta-feira, 29 de maio de 2020

Manifestantes protestavam contra a morte de George Floyd, que morreu depois de alegar que ele não conseguia respirar enquanto um policial o segurava com o joelho.

George Floyd, um cidadão americano, de raça negra, 46 anos, morreu na última segunda-feira, 25, asfixiado por um agente da polícia de Minessot, cidade norte-americana, enquanto estava sendo detido, por alegada tentativa de compras com dinheiro supostamente falso.

Segundo uma das várias versões da história, tudo aconteceu depois que a vítima se dirigiu a uma loja e ter feito o pagamento com suposta nota falsa de 20 dólares. A polícia foi chamada ao local e, acto contínuo, deteve George Floyd sob acusação de fraude.

Foi nesse momento que os agentes policiais detiveram Floyd derrubando-o para o chão. De seguida, o agente de nome Derek Chauvin apertou o pescoço de Floyd com os joelhos durante oito minutos para algemar o detido. Enquanto isso, o detido gritava explicando que não conseguia respirar. Apesar dos gritos dele de socorro, o polícia continuou com o acto agressivo que culminou com a morte de George Floyd.

O triste acontecimento foi filmado por uma testemunha que estava presente no local e divulgou nas redes sociais, desencadeando uma enorme de protestos e manisfestações nas ruas da cidade de Minneapolis, onde ocorreu o facto, e noutras grandes cidades dos Estados Unidos.

Ontem, quinta-feira 28, mais de 40 pessoas foram presas ou convocadas em Nova York durante os protestos contra a morte de George Floyd, informou o departamento da polícia à CNN.

As acusações variam de obstrução da administração governamental a posse criminosa de uma arma, que resultou de uma mulher que puxou um canivete na Union Square, disse um oficial da lei.

Um manifestante também foi preso depois de tentar arrancar a arma do coldre de um policial de Nova York.

Os protestos varreram várias das principais cidades americanas na quinta-feira, com multidões saindo às ruas para exigir ações contra a brutalidade policial e a responsabilização por várias mortes relacionadas.

Mais de 170 empresas foram saqueadas ou danificadas pelos protestos, informou a polícia. E em Minneapolis, milhares de manifestantes cercaram uma delegacia de polícia e a incendiaram. Pintaram com spray as laterais do prédio, tentaram escalá-lo e aplaudiram quando as chamas tomaram conta do prédio. Todo o pessoal dentro havia sido evacuado antes do incêndio.

Enquanto as manifestações aumentavam em várias cidades e a violência tomava conta das ruas, o presidente Donald Trump escreveu um twitter criticando as ações dos manifestantes e a “fraqueza” do governador de Minneapolis em agir em conformidade, entenda-se com força armada.

O tweet original do presidente Trump, dizia:

“Esses bandidos estão desonrando a memória de George Floyd (a vítima), e eu não deixarei isso acontecer. Acabei de falar com o governador Tim Walz e lhe disse que o Exército está com ele o tempo todo. Qualquer dificuldade e assumiremos o controle, mas quando o saques começam, as filmagens começam. Obrigado! “

Entretanto, a empresa detentora do Twitter, apesar de publicar a mensagem de Trump por alegada questões de interesse do público, chamou ao presidente afirmando que o seu tweet violava a politica do Twitter sobre incitamento à violência.

“Este Tweet violou as Regras do Twitter sobre glorificar a violência. No entanto, o Twitter determinou que pode ser do interesse do público que o Tweet permaneça acessível”, disse a empresa Twitter em comunicado.

Noutro post, Trump atacou o governador de Minneapolis acusando-o de ligar com os protestos com uma liderança fraca.

Prefeito de Minneapolis responde à acusação de fraqueza de Trump

O prefeito de Minneapolis, Jacob Frey, respondeu ao tweet do presidente Trump, que acusou Frey nesta noite de liderança fraca.

No tweet,Trump disse: “Uma total falta de liderança. O prefeito de esquerda radical, Jacob Frey, muito fraco, consegue agir e coloca a cidade sob controle, ou enviarei a Guarda Nacional e concluo o trabalho”, disse Trump.

Ao que o governador respondeu: “a fraqueza está se recusando a assumir a responsabilidade por suas próprias ações. A fraqueza está apontando seu dedo para outra pessoa, durante um período de crise. Donald Trump não sabe nada sobre a força de Minneapolis. Somos fortes como o inferno. Este é um período difícil? Sim. Mas é melhor você ter certeza de que vamos superar isso “, disse.

Veja o video: https://www.youtube.com/watch?v=xz575YtRnpA



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