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‘Martírio’ da estrada do Calemba II pode chegar ao fim

  • Redacção Farol
  • Publicado sexta-feira, 30 de outubro de 2020

A estrada do Calemba II dificulta a vida de muitos automobilistas e peões que diariamente fazem o uso daquela via, por conta do estado de conservação. Alguns acreditam que este problema poderá ser resolvido brevemente, com as obras de requalificação, mas muitos cidadãos falam da lentidão com que andam as obras, que já duram três meses.

Luanda é a capital do país, e considerada a cidade das oportunidades, motivo pelo qual as pessoas de várias províncias migram em busca de uma vida melhor. Para que haja uma locomoção facilitada, estas pessoas clamam por melhores condições das estradas. Eis que a estrada do Calemba II não fica de fora, pois há muitos anos que tem sido alvo de intervenções.

Há muito que a estrada do Calemba II tem sido uma dor de cabeça para os automobilistas que diariamente usam aquela via, porquanto o estado avançado de degradação, os buracos e, como se não bastasse, a poeira mostram a razão de uma urgente intervenção.

Tem sido uma luta usar a via em questão, ainda mais quando a rota de táxi é a mesma, como fez saber,  Cristo Toco, taxista da zona. Só agora é que a estrada está a ser bem feita, “só que em vez de alargarem, diminuíram para duas faixas”, disse.

O entrevistado não sabe como os taxistas se vão desdobrar, principalmente com as paragens constantes que são obrigados a fazer. Para além disso, vem também a problemática do parqueamento dos carros que (des)carregam mercadorias nos armazéns perto da estrada.

“A obra vai ajudar bastante, porque temos muitas dificuldades por causa dos buracos. Sem buracos andamos à vontade, espero que não leve muito tempo, porque tem-se registado aqui muitos acidentes”, disse.

A estrada esburacada para além de provocar acidentes, com o desviar dos buracos por parte dos condutores, de modo a não destruir a viatura, também tem prejudicado os comerciantes ou lojistas no que concerne ao transporte de mercadorias.

Embora considere que a obra esteja muito lenta, Emanuel Alfredo, um lojista da área, acredita que tão logo termine, facilitará o processo de compra e revenda de produtos. Na verdade, reconhece, esta preocupação não é de hoje, pois muitas foram as obras feitas na estrada do Calemba II, mas apenas viram o seu andamento depois da intervenção do falecido governador Luther Rescova.

Kiesse André, outra lojista, partilha da mesma ideia. Para ela, também não houve muito avanço nas obras, pelo que para receberem as mercadorias está a ser muito difícil; os táxis param no outro lado por causa da obra e têm de transportar a mercadoria caminhando.

“Nós queremos uma estrada perfeita, esta obra não é do meu agrado porque tem um orçamento que está a servir apenas para remendo da estrada. Queremos uma construção definitiva”, disse, Jorge Mateus, um morador, tendo reforçado que não faz sentido taparem os pontos críticos quando a estrada está orçamentada.

José Zimbo, operário da obra, questionado sobre o término da mesma, disse não ser fácil adiantar este assunto, pois as previsões para o fim da obra dependem dos materiais que vêm de muito longe. O mesmo esclareceu que a terra vermelha, por exemplo, é transportada no Kilamba, e a brita, em Caxito. Têm registado avarias ao longo do percurso, entre outros aspectos inerentes ao trabalho que desenvolvem, mas em três ou quatro meses, a obra termina.

Texto: Isaura Cauina e Isabel Domingos



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