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Lunda Sul terá fábrica de lapidação de diamantes em 2021

  • Redacção Farol
  • Publicado domingo, 27 de dezembro de 2020

A maior fábrica de lapidação de diamantes de Angola, em construção na província da Lunda Sul, cuja conclusão apontava para este ano, será entregue apenas no primeiro semestre de 2021, devido à Covid-19.

O empreendimento é uma iniciativa público-privada da Sodiam E.P e da multinacional indiana KGK, segundo uma nota de imprensa do Ministério dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás ( Mirempet), a que a ANGOP teve acesso.

Este Pólo de Desenvolvimento Diamantífero de Saurimo (PDDS) dará oportunidade de emprego aos jovens nascidos nas regiões circunvizinhas às zonas de exploração mineira.

A iniciativa empresarial prevê ainda minorar o esforço das unidades fabris a serem erguidas no PDDS, quanto ao recrutamento de quadros angolanos dotados de habilidades lida com o polimento de diamantes, a fim de dinamizar o sector diamantífero e da economia nacional.

De cordo com o comunicado, o Pólo está dividido em três áreas principais, nomeadamente Comercial, Industrial e Reservada à Central híbrida. 

A área Comercial prevê um núcleo de acesso público com lojas, restaurantes, praça de alimentação, bancos, repartições fiscais, escritórios, centro de convenções e um outro de formação e treinamento.  

A área Industrial inclui um acesso restrito, com segurança reforçada e composta por 26 lotes de diferentes dimensões destinados à implantação de fábricas e indústrias do ramo da mineração.

Já a área reservada à Central Híbrida (solar + Térmica), para tornar o empreendimento independente da rede eléctrica local, conta com uma estrutura definitiva do Centro de Formação de Avaliação e Lapidação de Diamantes da Sodiam, que passará a funcionar em Saurimo em substituição do Centro Provisório de Formação de Avaliação e Lapidação de Diamantes. 

Quanto ao início do ciclo de formações no Centro Provisório de Formação de Avaliação e Lapidação de Diamantes, estava previsto para Abril de 2020, mas constrangimentos criados pela Covid-19 impediram a sua materialização. 

A estrutura está a ser erguida numa área de mais de 305 mil quilómetros quadrados a norte do núcleo urbano da cidade de Saurimo, a 2,5 quilómetros do rio Muangueji, e a cerca de 25 quilómetros a sul da mina de Catoca.



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