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Júri do Prémio António Jacinto ‘limpa as mãos’ no caso Lourenço Mussango

  • Redacção Farol
  • Publicado domingo, 3 de janeiro de 2021

Uma acta da reunião dos membros do jurado dá conta que, ao angolano Lourenço Mussango, que venceu o prémio literário António Jacinto, foi-lhe retirado o galardão por plagiar textos do conto “Serena” do professor e escritor brasileiro Paulo Cantarelli. Mussango mostrou-se triste com o posicionamento do júri sem ter aferido a veracidade dos factos.

O corpo de jurado do Prémio António Jacinto, edição 2020, deu o corpo às acusações feitas contra Mussango, de plágio da obra Mulher Infinita, pelo brasileiro Paulo Cantarelli. A acta assinada pelo júri, Joaquim Martinho (Presidente) e Domingas Monte (Secretária), traz a decisão que deriva de um estudo comparativo entre os dois contos, o “Mulher Infinita” do autor vencedor do prémio e o conto “Serena” do escritor brasileiro, pelo que o jurado entendeu haver confluências morfossintáticas, estruturais e de conteúdos.

Essas confluências, segundo o júri, configuram plágio, a luz do ponto dois do artigo terceiro do regulamento, e sentenciam pela anulação da atribuição do referido galardão ao jovem angolano.

O júri recomenda a todos os candidatos e autor das Letras Angolanas que se abstenham de práticas como estas que em nada dignificam a literatura e a instituição Literária Angolana; sendo ainda recomendável que ao mesmo seja vedada a participação noutros eventos desta natureza.

Outrossim, Lourenço falou, pela primeira vez desde que se instaurou o escândalo, em entrevista à Rádio Luanda, que está triste com o posicionamento não só do júri, como de Adriano Mixinge, que era seu amigo e padrinho, por ter-se demarcado de toda a situação para salvar o seu nome, uma vez que aparece na obra assinando o prefácio. É alguém com o qual contava, mas que a dada altura, face o escândalo em torno da obra, virou-lhe as costas.



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