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João Lourenço reúne representantes da sociedade para encontrar estratégias para o periodo pós-covid19

Ajuda aos jovens
  • Francisco Inacio
  • Publicado domingo, 31 de maio de 2020

Numa iniciativa de abertura ao diálogo com a sociedade civil, o Presidente da República juntou líderes religiosos, acadêmicos, empresários, fazedores de opinião, entre outros, para recolher soluções que vão permitir o país sair da crise económica e social provocada pelo coronavírus.

O encontro aconteceu na sexta-feira passada, dia 29 de maio, em Luanda. No evento, João Lourenço informou os presentes sobre a atual situação epidemiológica e sócio-económica num contexto em que se enfrenta as consequências provacadas pela pandemia do coronavírus.

Segundo João Lourenço, uma das consequências da COVID- 19 na economia de Angola é a forte queda do preço do petróleo que se verifica no mercado internacional. Tendo lembrado que os recursos do petróleo representam mais de 60% das receitas tributárias do país e mais de 90% das suas receitas de exportação.

Entre o início de Janeiro de 2020 e o final do mês de Março, o preço do barril de petróleo sofreu uma queda abrupta de 67%, ao sair de 69 para 22 dólares americanos por barril.

“Esta forte queda do preço do petróleo teve efeitos negativos na nossa economia, tais como a redução das receitas cambiais do país e, como consequência, a diminuição da nossa capacidade de pagamentos do exterior” disse, João Lourenço. “A redução das receitas fiscais do Estado, comprometendo, assim, a implementação de muitos dos seus programas e projectos”.

De acordo com João Lourenço, para fazer face a esta situação, o Executivo adoptou um conjunto de medidas de apoio às empresas e às famílias.

Nesse contexto, o Banco Nacional de Angola (BNA) tomou medidas para apoiar as empresas tendo aberto uma linha de crédito de 100 mil milhões de Kwanzas para apoiar as empresas em dificuldades.

O presidente João Lourenço referiu que o país tem estado a viver um ambiente de recessão económica desde 2016, devido principalmente à forte dependência da nossa economia a um único produto de exportação, o petróleo, que tem evidenciado um crescimento negativo nos últimos anos.

Por isso, “os incentivos devem ser dados aos homens e mulheres de negócios que apostem na produção local com vista a substituição das importações”, disse.

No entender do presidente, apenas a agricultura, as pescas, a indústria transformadora, o turismo e outras, garantem efectivamente a segurança alimentar, o emprego sustentável e a oferta de bens essenciais às populações.



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