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João Lourenço critica postura da UNITA na manifestação realizada em Luanda

  • Roberto Valdano
  • Publicado quinta-feira, 29 de outubro de 2020

O Presidente do MPLA, João Lourenço, reiterou, o direito à manifestação nos marcos da lei, mas condenou os actos de desacato, na via pública, ocorridos no passado Sábado em Luanda

Nesta Quinta-feira, João Lourenço fez estas declarações na abertura da IV sessão ordinária do Comité Central, considerando que tais actos tristes e de desrespeito ao Decreto Presidencial que proíbe ajuntamentos sociais.

O presidente do MPLA criticou a participação directa da UNITA e dos seus deputados, devidamente identificados, na manifestação de Sábado, em Luanda, onde jovens e políticos reclamavam melhores condições de vida, bem como a não realização das Eleições Autárquicas.

“O envolvimento directo da UNITA e dos seus deputados à Assembleia Nacional, devidamente identificados, é reprovável e deve merecer o mais veemente repúdio da sociedade angolana, que não pode permitir que partidos políticos com assento parlamentar incitem jovens à desobediência civil”, sublinhou o também Presidente da República, João Lourenço.

Segundo o Presidente do MPLA, a UNITA deve assumir os seus actos e irresponsabilidades que podem contribuir para o aumento acentuado de novos casos de contaminação pelo novo Coronavírus.

Para João Lourenço, o comportamento da UNITA pode comprometer e deitar por terra todo o esforço que a Nação vem fazendo no combate à pandemia que continua a fazer vítimas no mundo.

O Presidente disse que desde Março do ano em curso que as autoridades angolanas intensificaram o investimento em hospitais de campanha, camas, ventiladores, material de biossegurança e laboratórios de biologia molecular, no quadro das medidas para conter a propagação do novo coronavírus.

Deste modo, a desobediência das medidas, contra a Covid-19, pode levar o país a entrar, novamente, em Estado de Emergência o que “gostaríamos de evitar” pelas consequências graves na vida das famílias, social e profissional das pessoas e na economia do país.

De acordo com João Lourenço, com mais assentos no Parlamento, não é concretizável a estratégia de tornar o país ingovernável para forçar negociações bilaterais, nem a probabilidade de réplica, pelo país, dos desacatos ocorridos em Luanda.

Assegurou que as autoridades competentes vão continuar atentas e cumprir o seu papel na manutenção da ordem pública e fazer cumprir as medidas tomadas no quadro da Situação de Calamidade Pública.



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