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COVID19: a crónica de um vírus e seus desafios

Covid-19
  • Francisco Inacio
  • Publicado domingo, 21 de junho de 2020

Abraços aqui, beijinhos alí. Foram desafiadas todas regras de prevenção contra um vírus que se quer muito eficaz na forma de contágio. Quão perigoso são os abraços, beijos e aperto de mãos em tempo de covid?… Eis a questão.

A cidade de Wuhan, China, estava bela naquela tarde. Clima favoravel para prâticas desportivas. Seus habitantes, se moviam de um lado para o outro como sempre faziam; era uma cidade comercial.

30 de Dezembro de 2019, a vida comum andava normalmente, porém, os meios de comunicação fabricavam uma bomba atômica em forma de noticia que em frações de minutos viria a deflagrar no mundo inteiro. Tratava-se do vírus corona.

31 de Dezembro, era para ser mais um dia normal como todos os outros, mas não foi. Todas as estações radiofônicas e televisivas tinham algo em comum: davam-nos a conhecer uma mesma informação em simultâneo. Ja tinham sido diagnosticados 27 casos de uma pneumonia de causa desconhecida. Portanto só a 9 de Janeiro de 2020 a China informava ao mundo que se tratava de um novo-corona vírus, já estavamos nos 59 casos nessa altura.

Cada minuto que passava era a informação de um caso novo e outro e mais outro. Até atingir a números pandémicos. Era uma questão de tempo até o vírus propagar-se pelo mundo. Uma densa nuvem de preocupação e caos tomava conta dos cidadãos na China e no mundo. Era a confirmação de uma crise pandêmica mundial. Começou assim a contagem progressiva de um mundo pandêmico, um mundo aterrorizado pela rapidez de contagio do vírus que atingia diferentes cidades com uma velocidade assustadora. O mundo inteiro preparava-se para escrever novas páginas na historia da humanidade.

De acordo com o centro de pesquisas epidemiológica de desastre, apenas de Janeiro a outubro de 2005 quase 100 mil pessoas morreram em todo mundo por catástrofes naturais. Hoje o assunto é covid!

Estima-se que até esse preciso momento já tenham morrido por causa do referido vírus cerca de 460 mil e 366 pessoas. Bem, a China, pano de fundo de toda essa historia, conheceu rapidamente a normalidade – o novo tipo de normalidade.

Abraços se tornaram proibidos, apertos de mãos, um perigo. Vigora a lei do afastamento. Portanto foi criado a LAY-OFF, decreto que visava a proteção de todos os trabalhadores, já que esses estariam confinados em casa.

“FICA EM CASA!” é a palavra de ordem que impera nos últimos três meses. O slogan nasceu da necessidade de alertar as populações a evitar um vertiginoso contágio de pessoa a pessoa. Porém, tem sido frequente nas últimas três semanas a movimentação demográfica em todo lado, sobretudo no nosso país. Esse é o ponto…

As televisões mundiais encontraram um novo meio para aumentar a audiência, os jornais, agora triplicam seus niveis de venda; as redes sociais, “bombam” de informações. I CANT BREATH! Era o novo lema. As ruas da cidade de Mineapolis lotavam-se de gente, homens e mulheres cujos rostos espelhavam ódio e revolta. Estabelecimentos comerciais eram destruidos e saqueados; o movimento não demorou até chegar á outras cidades, agora é Washington, New Yourk! Assustador, foi o fato de vermos centenas e centenas de pessoas nas ruas, como um movimento de paz e amor, andavam de “mãos dadas” avançavam, rumo a reivindicação de seus direitos; desafiando claramente as regras de distanciamento social. BLACK LIVE MATTER! Era tudo que importava para eles, e o obsoleto STAY HOME havia mesmo ficado em casa.

Rapidamente o “novo virus” espalhou-se pelo mundo. Berlim, Londres e Paris, eram agora o novo epicentro das manifestações, com suas marchas mobilizadas, centenas marchavam nas avenidas protestando a favor do BLACK LIVE MATTER. As regras de confinamento e distanciamento social, já não valiam. Nesse preciso momento em que escrevo, passa na televisão a festa de cidadãos em Nápoles, Itália – por sinal, um dos tronos do imperador covid – centenas saíram ás ruas festejando a tão almejada taça  conquistada pelo clube de sua cidade. Abraços aqui, beijinhos alí. Foram desafiadas todas regras de prevenção contra um vírus que se quer muito eficaz na forma de contágio.

Quão perigoso são os abraços, beijos e aperto de mãos em tempo de covid?… Eis a questão.

Autor: Victor Hugo Júnior



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