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Comandante da Polícia diz que não houve morte na manifestação

  • Redacção Farol
  • Publicado quarta-feira, 11 de novembro de 2020

O comandante provincial de Luanda da Polícia Nacional, Eduardo Cerqueira, disse, hoje, em conferência de imprensa que o jovem que está a ser dado como morto, na manifestação que aconteceu na cidade capital, está vivo e a receber assistência médica numa das unidades hospitalares.

 Depois do que se registou hoje, na manifestação do dia da Dipanda, que visou reivindicar o elevado custo de vida, as autarquias e o desemprego, o comandante provincial da PN, Eduardo Cerqueira deu uma conferência de imprensa, as 20h, para apresentar a versão dos factos segundo a corporação.

O jovem, Lando Miguel Lundoloki Domingos, que supostamente terá sido vítima de um disparo de arma de fogo, quando a polícia dispersava os manifestantes, não perdeu a vida, tal como se aventa.

Eduardo Cerqueira esclareceu que o jovem está vivo e a receber assistência médica numa das unidades hospitalares de Luanda.  Disse ainda que não se usou balas reais, pois, se assim fosse, seria uma catástrofe.

Quanto a situação de Nito Alves, que supostamente está sem paradeiro ou terá sido retirado do hospital, o comandante disse que não corresponde à verdade. Disse ainda que ele não está no hospital sob detenção e não foi a Polícia quem o levou, e sim uma ambulância de uma instituição médica privada.

Quanto os jornalistas detidos, disse que tão logo foram identificados, baixou-se uma ordem para que fossem postos em liberdade.

“O que houve foi teimosia dos cidadãos de manifestaram-se sem obedecerem o que a Lei orienta, quanto o Estado de Calamidade. A Polícia trabalha para fazer cumprir a Lei. O cidadão é livre de se manifestar, mas tem de obedecer aquilo que diz a Lei”, finalizou.



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