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Antigos guerrilheiros da pátria dizem sofrer burla no projecto Vila Maquis

  • Redacção Farol
  • Publicado quinta-feira, 14 de janeiro de 2021

A informação foi avançada num encontro que a equipa do Farol de Angola manteve com os ex guerrilheiros da pátria por estarem agastados por conta da burla que no projecto de construção Vila Maquis.

No encontro estiveram presentes os filhos dos ex guerrilheiros que se encontram impossibilitados por motivos de saúde, os mesmos dizem estarem organizados para uma manifestação e reivindicarem os direitos dos pais ex militares.

Gaspar Neto, coronel da reforma, diz que são 160 veteranos da pátria que o BPC deu um crédito de mais de 10 milhões de Kwanzas, em 2013, para aquisição de casas do projecto Vila Maquis, projecto este que tinha como responsáveis o próprio BPC, construtora SA e a Associação dos Antigos Guerrilheiros (AAG).

“Até hoje não temos as casas que nos prometeram e sofremos descontos de 135 mil Kwanzas, todos os meses, desde 2014”, o mesmo responsabiliza o banco BPC por ter disponibilizado todos 100% dos valores a construtora e não fiscalizado as obras.

Em representação do seu pai, o guerrilheiro Eliseu Muhongo, o jovem José Muhongo, disse que este está cansado de ser injustiçado sem que lhes seja entregue a casa. Estão a ser descontados há 7 anos, por uma casa que ainda não receberam.

Como filho, está disposto a fazer uma manifestação de modo a ver resolvida a situação.

Outro filho, Kidi Luís Barros, do guerrilheiro Mário Augusto Barros, alega que o seu pai está acometido com uma depressão por causa desta situação. O pai não aguentou o facto de ver o sonho de ter uma casa condigna e partilhar com os seus filhos, pelo pede ajuda ao  Presidente de República, João Manuel Gonçalves Lourenço, por não saber mais qual porta bater.

Num artigo publicado pelo Novo Jornal, o BPC (Banco de Poupança e Crédito) descarta a responsabilidade do não cumprimento do prazo de entrega dos imóveis por parte da entidade promotora do projecto.

O Farol de Angola, manteve contato com a AAG (Associação dos Antigos Guerreiros), e falou connosco o vice-presidente da associação, general Fonseca Wochay, que afirmou que associação apenas criou o projecto e aparece somente como intermediário entre os associados, o banco e a empresa construtora.

Essa intermediação foi feita devido o valor moral que eles têm com os associados, porque os associados fizeram contratos individuais com o banco.

O mesmo acrescentou que a associação está a fazer tudo para que os associados recebam as suas casas, e pede calma e paciência aos mesmos, uma vez que estão aí para proteger os seus associados. Garantiu ainda que até finais de Janeiro os associados irão receber as suas residências.

Texto: Aurora Chifuanda



  1. ESTAMOS BASTANTES AGASTADOS DESTA SITUAÇÃO, POIS ESPERAMOS SOLUÇÃO O MAIS URGENTE POSSIVEL.

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