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Angola regista mais um caso positivo de coronavírus totalizando 26 infetados

Caso de covid
  • Francisco Inacio
  • Publicado domingo, 26 de abril de 2020

A ministra Lutucuta informou que o governo está envidar esforços no sentido de aumentar duas a três vezes a capacidade de processamento de teste para uma cifra de 300 a 400 testes por dia.

A comissão interministerial de combate ao covid19 anunciou hoje (26/04), em Luanda, a confirmação de mais um caso positivo de um cidadão nacional de 44 anos de idade que veio de Lisboa no dia 15 deste mês, perfazendo um total de 26 casos confirmados até ao momento.

Trata-se de mais um caso importado de Portugal, como aconteceu com a maioria dos casos. Na conferência de imprensa, a ministra da saúde, Sílvia Lutucuta, reiterou a necessidades de todos cumprirem com as medidas de segurança, considerando que se trata de uma doença grave, de fácil e rápido contágio cujo processo de tratamento é muito caro.

Sílvia Lutucuta disse que os custos diretos e indiretos relacionados ao processo de tratamento são muito elevados, por isso, as economia dos países mais afectados entraram em colapso. Para exemplificar, a ministra referiu que o custo médio de um teste custa 40.000kz e o fato de biosegurança pode variar entre os 32.000 aos 100.000 kwanzas cada, sendo um produto de utilização descartável os custos multiplicam-se.

O processo de internamento de um paciente que requer cuidados intensivos estão orçados em mais de 2.500 dólares americanos por dia, sem contar com custos inerentes a remuneração dos profissionais de saúde e custos indiretos como luz, água e outros equipamentos.

A ministra Lutucuta informou que o governo está envidar esforços no sentido de aumentar duas a três vezes a capacidade de processamento de teste para uma cifra de 300 a 400 testes por dia. Segundo a ministra, nesse momento já se encontram no país equipamento de biologia molecular no hospital militar e no instituto nacional de luta contra o Sida.

Para efeito, técnicos de saúde estão a ser treinados no maneseio desses equipamentos e de novas técnicas. Enquanto isso, as equipas de resposta rápida do centro de vigilância de epidemias estão a rastreiar as pessoas que tiveram contato direto ou indireto com as 26 pessoas infectadas.

De recordar que dos 26 casos confirmados, houve registo de dois óbitos, seis recuperados e 18 casos de internamento. Em quarentena institucional estão 712 pessoas. No total, foram recolhidas até ao momento 2.16 amostras, das quais 1.826 deram negativos e 357 estão ainda em processamento, além de 394 casos suspeitos. Sílvia Lutucuta lembrou que na maior parte dos casos as pessoas com o vírus não apresentam sintomas clínicos, isso ocorre às vezes depois de 30 dias ou mais, nalguns casos. Pelo que apelou àqueles que receberam alta depois do periodo de quarentena de 15 dias a se manterem cautelosos e aguardarem mais tempo antes de recomeçar com a vida social, familiar ou laboral.



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